Doe sangue, doe vida!

Conforme a temperatura diminui e o número de viroses aumenta, o Banco de Sangue do Hospital de Clínicas da UFPR acaba sentindo na pele as conseqüências. O número de doadores, que já está abaixo do esperado, se torna ainda menor. Atualmente, são feitas cerca de 700 doações por mês, mas o ideal seria receber no mínimo 30% a mais. A maior parte dos doadores são os de reposição: pessoas que doam para seus familiares internados. Os doadores voluntários representam 40%, mas a intenção é que essa porcentagem seja aumentado. Uma diminuição brusca do número de doadores pode fazer com que cirurgias eletivas sejam suspensas. Pacientes que necessitam de transplantes podem inclusive vir a falecer se o estoque de sangue não for suficiente. O Banco de Sangue do HC, quer evitar que a situação chegue a esse ponto. O sangue mais procurado é O positivo. Mas aquele que está em maior falta, atualmente, é o A negativo. É um dos sangues mais difíceis de se encontrar, assim como todos os “negativos”. O sangue O negativo, por sua vez, é o “doador universal”, que pode ser injetado em pacientes de todos os tipos sangüíneos. Só que ele se encontra em apenas 5% dos brasileiros. Por isso, há a necessidade de que haja doares também desses tipos sanguíneos, em número suficiente para gerar um bom estoque no Banco de Sangue. Estima-se que 1,7% da população brasileira doe sangue eventualmente. Marcelo Veiga, médico do Serviço de Hemoterapia do HC, considera que esse número deveria ser no mínimo de 3%. Ele também cita os motivos que fazem com que muitas pessoas não doem sangue: a falta de informação, a suposta “dor” causada e, principalmente, o medo de que o material utilizado não seja descartável, e que o doador possa vir a contrair alguma doença. Veiga garante que esses medos são infundados: o material é totalmente descartável, e o Banco de Sangue faz de tudo para que o paciente se sinta o mais confortável possível no momento da doação. ”O doador voluntário que doa continuamente é sempre submetido a exames rotineiros. Além de se educar quanto à doenças transmissíveis, o seu sangue é de maior segurança, também diminuindo a proporção de inaptos à doação, que chega a 20% em nosso serviço”, garante. O procedimento para a doação de sangue é simples. Ao chegar no Banco de Sangue para uma primeira doação, portando documento, a pessoa fará um cadastro. Logo em seguida, passará por um teste de anemia e de pressão arterial. Não tendo problemas nessas avaliações, o doador terá que responder um questionário, que contará com perguntas sobre a sua saúde atual e passada. A doação em si, dura em torno de cinco a dez minutos. Um hospital, segundo Veiga, não funcionaria sem um Banco de Sangue. Por isso, considera que é importante não esperar que alguém da família precise de sangue. Serviço: Os doadores devem ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50Kg, serem sadios e devem apresentar um documento de identidade com foto e podem ir até o Banco de Sangue do HC que funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 às 18h, e sábado das 9h30 às 15h, na Rua Agostinho de Leão Jr, 108, esquina com General Carneiro (prédio central do HC). Mais informações pelos fones: 3360-1875

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